06 de março de 2025
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Alerta para a dengue: DENV-3 retorna após 20 anos e agrava epidemia

Alerta para a dengue: DENV-3 retorna após 20 anos e agrava epidemia
Dengue DENV-3

O Brasil enfrenta uma explosão de casos de dengue em 2024, com um agravante preocupante: o retorno do sorotipo DENV-3 após duas décadas. Esta situação tem mobilizado autoridades de saúde e profissionais médicos em todo o país, exigindo atenção redobrada e estratégias de combate mais eficazes.

O cenário atual

  • Aumento expressivo de casos: Nas primeiras semanas de 2024, o Brasil registrou mais de 364 mil casos prováveis de dengue.
  • Mortalidade em alta: 40 óbitos confirmados e 265 em investigação até o momento.
  • Estados mais afetados: Minas Gerais, São Paulo e Paraná lideram em número de casos.

O retorno do DENV-3

O reaparecimento do sorotipo DENV-3 após 15 anos de ausência é um fator crucial nesta epidemia. Especialistas apontam que:

  1. A população mais jovem não possui imunidade contra este sorotipo.
  2. Há risco aumentado de casos graves, especialmente em reinfecções.
  3. A circulação simultânea de diferentes sorotipos eleva o perigo de complicações.

Impactos na prática clínica

Para médicos e profissionais de saúde, o cenário atual demanda:

  • Vigilância intensificada: Atenção aos sintomas característicos e possíveis complicações.
  • Diagnóstico preciso: Diferenciação entre dengue e outras arboviroses.
  • Manejo adequado: Protocolos atualizados para tratamento, especialmente em casos graves.

Desafios para o sistema de saúde

A epidemia impõe pressões significativas:

  1. Sobrecarga em unidades de atendimento.
  2. Necessidade de ampliação de leitos hospitalares.
  3. Demanda por profissionais capacitados para manejo de casos graves.

Estratégias de prevenção e controle

  • Intensificação das ações de combate ao Aedes aegypti.
  • Campanhas educativas para eliminação de criadouros.
  • Uso de tecnologias como drones para identificação de focos do mosquito.

A Importância da vacinação

Com a aprovação da vacina Qdenga® pelo SUS, espera-se:

  • Imunização prioritária de grupos de risco.
  • Redução gradual de casos graves e hospitalizações.
  • Necessidade de estratégias para ampliar a cobertura vacinal.

O papel dos profissionais de saúde

Médicos e equipes de saúde são fundamentais neste cenário:

  1. Educação continuada sobre manejo clínico da dengue.
  2. Orientação à população sobre prevenção e sintomas de alerta.
  3. Notificação adequada de casos para monitoramento epidemiológico.

Perspectivas futuras

A epidemia atual ressalta a necessidade de:

  • Investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas terapias.
  • Fortalecimento da vigilância epidemiológica.
  • Políticas públicas de longo prazo para controle vetorial.

Conclusão

A epidemia de dengue de 2024, marcada pelo retorno do DENV-3, representa um desafio significativo para a saúde pública brasileira. A atuação conjunta de profissionais de saúde, autoridades e sociedade é crucial para mitigar os impactos e prevenir futuras epidemias.