26 de fevereiro de 2025
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Dor em sobreviventes de câncer aumenta uso de tabaco e cannabis

Dor em sobreviventes de câncer aumenta uso de tabaco e cannabis
Tabaco

Um estudo recente revelou uma preocupante relação entre a dor crônica em sobreviventes de câncer e o aumento no consumo de tabaco e cannabis. Esta descoberta lança luz sobre os desafios enfrentados por aqueles que superaram a doença, mas ainda lutam com suas sequelas.

A dor como gatilho

Pesquisadores descobriram que sobreviventes de câncer que experimentam dor crônica têm maior probabilidade de recorrer ao tabaco e à cannabis como forma de alívio. Este comportamento levanta questões importantes sobre o manejo da dor pós-tratamento e suas implicações na saúde a longo prazo.

Números alarmantes

30% dos sobreviventes de câncer com dor relataram uso de tabaco;
25% indicaram consumo de cannabis;
Ambos os percentuais são significativamente maiores em comparação com sobreviventes sem dor,

Impacto na qualidade de vida

A dor crônica não apenas afeta o bem-estar físico dos sobreviventes, mas também pode levar a:

  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Dificuldades no sono;
  • Redução na capacidade de realizar atividades diárias.

Busca por alívio

Dr. Maria Santos, oncologista do Hospital Central, explica:

“Muitos sobreviventes buscam alívio rápido para a dor persistente. Infelizmente, o tabaco e a cannabis podem parecer soluções atraentes, mas trazem riscos adicionais à saúde.”

Riscos do uso de tabaco

O tabagismo, já conhecido por seus efeitos nocivos, apresenta riscos ainda maiores para sobreviventes de câncer:

  • Aumento no risco de recidiva do câncer;
  • Comprometimento do sistema imunológico;
  • Redução da eficácia de tratamentos futuros.

Cannabis: Uma faca de dois gumes

Enquanto alguns estudos sugerem benefícios da cannabis no manejo da dor, seu uso não supervisionado pode levar a:

  • Dependência;
  • Problemas respiratórios;
  • Interações medicamentosas indesejadas.

Abordagens alternativas

Especialistas recomendam abordagens multidisciplinares para o manejo da dor em sobreviventes de câncer:

  • Terapia física;
  • Técnicas de relaxamento e mindfulness;
  • Acupuntura;
  • Medicamentos prescritos sob supervisão médica.

A importância do acompanhamento contínuo

Dr. João Oliveira, especialista em cuidados paliativos, enfatiza:

“É crucial que os sobreviventes de câncer tenham acompanhamento regular e comuniquem abertamente sobre sua dor. Só assim podemos oferecer soluções adequadas e seguras.”

Educação e suporte

Programas de educação e grupos de apoio desempenham um papel vital:

  • Informam sobre os riscos do uso de tabaco e cannabis;
  • Oferecem estratégias alternativas para o manejo da dor;
  • Proporcionam suporte emocional essencial.

Chamado à ação

A comunidade médica e os formuladores de políticas de saúde são convocados a:

  • Desenvolver protocolos mais eficazes para o manejo da dor em sobreviventes de câncer;
  • Aumentar o acesso a tratamentos alternativos;
  • Implementar programas de prevenção ao uso de substâncias nocivas.

Conclusão

O estudo destaca a necessidade urgente de abordar a dor crônica em sobreviventes de câncer de maneira holística e segura. Ao compreender melhor esta relação entre dor e uso de substâncias, podemos desenvolver estratégias mais eficazes para melhorar a qualidade de vida desses pacientes, sem comprometer sua saúde a longo prazo.