12 de fevereiro de 2025
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Progresso no tratamento da asma grave

Progresso no tratamento da asma grave
bombinha de asma

Pesquisadores identificaram um avanço significativo no tratamento de crises graves de asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Um novo medicamento injetável demonstrou ser mais eficaz do que os comprimidos de esteroides, reduzindo em 30% a necessidade de tratamento adicional, segundo um estudo publicado no Lancet Respiratory Medicine.

O que é o benralizumabe e como funciona?

O benralizumabe é um anticorpo monoclonal que reduz a inflamação pulmonar ao atacar eosinófilos, um tipo de leucócito. Já utilizado em baixas doses para tratar a asma grave, o estudo revelou que uma dose única mais elevada, administrada no momento da crise, pode ser altamente eficaz.

Detalhes do estudo

A pesquisa envolveu 158 pacientes atendidos no pronto-socorro por crises agudas de asma ou DPOC. Os participantes foram divididos em três grupos:

  • Grupo 1: Recebeu a injeção de benralizumabe e um placebo oral;
  • Grupo 2: Recebeu o tratamento padrão com esteroides orais (prednisolona 30 mg/dia por cinco dias) e um placebo injetável;
  • Grupo 3: Recebeu benralizumabe e esteroides.

Os resultados mostraram que os sintomas respiratórios melhoraram significativamente no grupo tratado com benralizumabe. Após 90 dias, houve uma redução de quatro vezes na taxa de falha terapêutica em relação ao grupo tratado com esteroides.

Benefícios do novo tratamento

  • Maior eficácia: Reduziu significativamente a necessidade de novos atendimentos médicos;
  • Menos efeitos colaterais: Os esteroides podem aumentar o risco de diabetes e osteoporose;
  • Melhora na qualidade de vida: Pacientes relataram bem-estar superior com a nova terapia;
  • Possibilidade de administração domiciliar: O medicamento pode ser aplicado fora do ambiente hospitalar.

O impacto na saúde global

A asma e a DPOC causam 3,8 milhões de mortes anuais globalmente, e o tratamento dessas crises não mudou em meio século. “Esse avanço pode ser um divisor de águas para milhões de pacientes”, afirmou a Dra. Mona Bafadhel, do King’s College London.

Financiamento e conflitos de interesse

O estudo foi financiado pela AstraZeneca, que forneceu o medicamento, mas não teve envolvimento na análise ou interpretação dos dados.

Este estudo representa um marco no tratamento de doenças respiratórias e abre caminho para novas abordagens terapêuticas mais eficazes e seguras.